quinta-feira, 7 de julho de 2011

07/07/2011 - Nick Hornby

Tenho falado pouco de literatura por aqui, o que, pensando bem, é um contrassenso. Ok, eu sou músico também e cinema tá na veia. Mas literatura é o que mais tenho feito e consumido atualmente. Então, vou colocar aqui mais um pouco das coisas que eu gosto e que tenho lido. 



Hoje queria falar um pouco do inglês Nick Hornby. Acho o estilo dele escrever muito bom, é leve, despojado. Como ele faz muitas referências musicas nas suas histórias (assim como eu), acabei me identificando demais. Isso sem contar o lance do humor sempre presente e as referências esportivas.

O primeiro que li foi o Alta Fidelidade (que está na minha lista de favoritos). Em seguida, o Febre de Bola, Um Grande Garoto, Uma Longa Queda, 31 Canções e Juliet Nua e Crua.  Seguem as sinopses de alguns dele.


Uma história sobre monogamia, relações amorosas, solidão e sensibilidade masculina, temperada por música pop, ironia e bom humor. Em Londres, após ser abandonado por Laura Lydon, sua última namorada, Rob Fleming, dono de uma loja semifalida de discos de vinil, faz um balanço das cinco piores separações da sua vida. Narrado na primeira pessoa por Rob – um alter-ego de Nick? – Alta fidelidade é um romance de geração. Por trás do auto-retrato de um perdedor, surge uma análise fascinante da desorientação afetiva deste final de milênio, da busca pela felicidade — e pela fidelidade — a qualquer preço.

Futebol é coisa séria, não importa o quanto alguns insistam em dizer o contrário. Também ignore quem repita sempre que é apenas um jogo. Não é. Se fosse, não seria futebol. Alguns sabem disso. Nick Hornby é um deles. Ele mesmo lembra que livros de futebol existem aos montes. Mas este, se pararmos para pensar, não é sobre futebol, necessariamente.

Ele trata muito mais do torcedor. O torcedor, segundo Hornby, é o cara que sofre, rumina cada derrota, cada cruzamento por trás do gol e passe errado de seu time. Aquele que se irrita profundamente com as campanhas patéticas da equipe, mas que ainda assim não consegue ficar sem assistir aos jogos. É mais forte que ele. O futebol, para este torcedor, é mais forte que tudo.

O leitor de Juliet, Nua e Crua quase se sente traído pelo romancista, o inglês Nick Hornby quando o ex-músico Tucker Crowe aparece fazendo compras em um supermercado na companhia do filho pequeno. Nas pouco mais de cinquenta páginas que precedem essa cena, Tucker vinha envolto em uma densa névoa de mito e mistério. Comparado pela crítica a Bob Dylan e Leonard Cohen, o cantor e compositor americano abandonara a carreira – sem nunca explicar suas razões – em 1986, em plena turnê de Juliet, seu mais aclamado disco. Na visão de fãs como Duncan, um medíocre professor universitário inglês, Tucker seria uma versão roqueira do escritor J.D. Salinger: o artista que, depois de produzir suas obras-primas, escolhe o silêncio. Mas a conversa do astro aposentado com o filho, sobre os potenciais males que a carne vermelha causa à saúde, destoa do figurino de gênio recluso.

Gostar de uma música é como se apaixonar: a gente não escolhe a melodia que vai nos fazer perder o sono e que durante uma fase de nossas vidas não vai sair do replay dos nossos aparelhos de som? É a melodia quem escolhe a gente.
Nesta compilação, Hornby conta os motivos destas 31 canções serem um pouco da história da sua vida.






Os livros são sempre ótimos roteiros, tanto que alguns deles viraram filmes (Alta Fidelidade, Um Grande Garoto, Febre de Bola). Confiram aqui o trailer do meu favorito: Alta Fidelidade.

4 comentários:

  1. Oi!
    Ainda não conhecia este autor, vou ver algum livro dele pra ler! :)

    Beeijos!
    Bia | www.livroseatitudes.blogspot.com

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  2. Então, talvez você tenha assistido a um filme, chamado "Um Grande Garoto" (baseado no livro). É com o Hugh Grant. Mas, se puder te recomendar, comece pelo "Alta Fidelidade". Bom, é pra quem gosta muito de música. :)
    Beijos.

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  3. Muito bom, Gomyde! Adoro o Nick Hornby!
    Achei essa a sua melhor postagem até agora!
    Abraço!

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  4. Não conhecia o autor ainda... Mas, sim, assisti a Um Grande Garoto e gosto do filme!
    Legal esse trailer... Quero ler "A Insustentável Leveza do Ser" e "O Amor nos Tempos do Cólera", que ele citou.

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