sexta-feira, 15 de junho de 2012

Entrevista para o blog "The Book War"


Segue um trecho da entrevista que fiz para o blog The Book War, da Maria Clara Bizinotto.

Entrevista com o autor Maurício Gomyde

Maurício Gomyde mora em Brasília, é músico e autor dos livros  "O Mundo de Vidro", "Ainda não te disse nada" e "O Rosto que Precede o Sonho". Nessa entrevista ele conta como é a relação entre seus ofícios e dá sua opinião acerca de questões literárias.

Qual sua motivação para escrever?
Acho que é muito mais do que uma necessidade. Não sei explicar direito. Outro dia estava conversando com uns amigos sobre isso. Eu escrevo sempre bem cedo, começo às 5h da manhã. Se fosse pra fazer qualquer outra coisa, acho que não teria ânimo de levantar... rs. Bom, é algo que me dá um prazer enorme. Não faço por dinheiro, muito menos por vaidade. Simplesmente acho fantástico ter a possibilidade de colocar uma história no papel. E, durante o processo de composição do livro, eu me envolvo demais com a história, com as personagens. Acho que é uma ótima maneira de enxergar e viver a vida.


 Qual livro você mais gostou de escrever?
Ah, é a mesma coisa, acho, que perguntar qual filho a gente gosta mais. Acho que cada um dos livros tem seu momento. Fui muito feliz escrevendo cada um deles. Mas se for pra citar um, acho que cito sempre “o que estou escrevendo atualmente”... rs. Estou super envolvido com a história, mas acho que logo que lançá-lo e começar a pensar no próximo, será aquele, então, meu preferido. 


 Além de escritor você também é músico. Em sua opinião, um ofício ajuda o outro no processo criativo? 
Completamente! Trato mesmo como atividades complementares. Não consigo escrever sem ter o fundo musical, e coloco sempre citações de músicas nos meus livros, como se fosse a trilha sonora dele. Da mesma forma, o processo de escrita me ajuda demais a compor, porque tenho que escrever a letra, e, quanto mais escrevo, mais inspiração vem na hora de compor. 


 Qual sua opinião sobre a leitura e a importância dada a ela em nosso país?
Acho que ainda baixa, mas está melhorando. Não vou entrar no clichê de que “um país se faz de leitores”, porque isso todo mundo já sabe. Quanto mais se lê, maior a consciência crítica de si mesmo e do mundo. Eu escrevo para divertir, todo mundo sabe. Mas não deixo de colocar sempre algo pra pensar. Não consigo ficar sem ler, e quem entra nesse processo descobre um mundo muito maior do que o que está ao seu redor.  


O que você acha da desvalorização da literatura nacional?
Acho que já foi pior, sabia? Tenho visto muita gente procurando os novos autores nacionais. Em minha opinião, não há livros nacionais ou internacionais. Há livros bons e livros ruins. Nossa, já abandonei muito livro internacional ruim, da mesma forma que já abandonei livros nacionais ruins! Por outro lado, há muitos livros nacionais ótimos. Há o preconceito, sim, mas isso será quebrado, não tenho dúvidas.

Para ler a entrevista completa, clique aqui.


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