segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Entrevista para o blog "Perdidas na Biblioteca"


Segue trecho da entrevista que dei para o blog "Perdidas na Biblioteca", com a participação dos leitores. Para ler a entrevista completa, clique aqui.


Perdidas: O que é mais difícil? Vida de escritor nacional ou vida de músico?
Maurício: Essa é uma pergunta muito interessante. É como ficar entre a cruz e a espada... rs. Na verdade, os dois são dificílimos e só tendo mesmo muito amor pela arte para encarar. No meu caso, eu não vivo exclusivamente nem de um e nem de outro. Tenho outra atividade que me garante o sustento. Então, não sinto tanto os efeitos da necessidade de “vender livro ou música pra pagar as contas”.  Mas, em relação à dificuldade em si, os dois são uma batalha diária. Acho que ser escritor talvez seja um pouco mais fácil porque é um trabalho solitário. Como músico de banda (como é meu caso), você precisa o tempo todo negociar com o resto dos integrantes, fazer concessões, muitas vezes não fazer exatamente o que você quer. Com a literatura é algo mais “egoísta” e eu posso escrever qualquer coisa que desejar.

Perdidas: Todo autor diz que um livro é como um filho, mas qual livro foi mais prazeroso de fazer? Quais ideias fluíram com mais facilidade?
Maurício: Acho que, como você mesma diz, um livro é como um filho. E filho, pelo menos pra mim, é algo que a gente não escolhe. A gente ama todos eles. Eu sou assim, sou apaixonado pelos meus três livros. Então, analisando friamente, o livro que me dá mais prazer é o próximo... rs. Estou escrevendo já e então o envolvimento é total. Em relação às ideias, todos os três foram igualmente complicados e exigiram muita pesquisa, paciência e dedicação. Assim sempre fica melhor, né?

Perdidas: Tem algum autor que influenciou a sua obra e seu modo de escrever?
Maurício: Acho que não. Sempre me perguntam isso. Não consigo, sinceramente, pensar em um especificamente. Acho que cada um dos que já li, e que tenho lido, contribuem em certa medida para minha forma de escrever. Mas o que mais me influencia mesmo é a vida, as coisas que vejo todos os dias, as pessoas que conheço e com quem converso. Se a vida é um livro, e se há um “escritor” por trás disso tudo, então é essa minha maior influência.

Perdidas: Qual foi a inspiração pra escrever "Mundo de Vidro"?
Maurício: Eu comecei pelos e-mails que há dentro do livro. Depois que tinha escrito quatro ou cinco, o resto da história veio. O personagem “Ele” tem muito a ver comigo. Eu era muito tímido (acho que fui o cara mais tímido do mundo, em todos os tempos! rs) e o fato de começar a tocar e a escrever meio que me “libertou”. E, em última instância, é sobre isso que fala o livro. E eu gostei da ideia de uma segunda chance. Quando “Ele” tem uma nova chance na virada do milênio (já que havia discórdia sobre quando, efetivamente o milênio viraria), seria como se o tempo voltasse e ele pudesse, enfim, fazer as coisas de modo diferente. É um livro engraçado, e eu gosto de coisas engraçadas... rs.

Perdidas: Em "Ainda não te disse nada" uma carta muda a vida de Marina. Uma carta já mudou o rumo da sua vida?
Maurício: Hum... Acho que uma carta não. Sempre fui de trocar cartas, e tenho ótimas lembranças de muitas cartas que recebi e do gosto bom que é pegar na caixa de correios e abrir uma que se espera muito. Na verdade, o rumo de nossas vidas é mudado a todo instante, por cada pequena coisa que acontece, cada pessoa que vemos, cada notícia que lemos, cada coisa que fazemos. Mas se uma carta mudasse tudo, seria realmente muito legal.

Um comentário:

  1. òtima entrevista, eu tb sou tímida, ja fui mais... Quero muito ler Mundo de vidro..

    beijos
    e te desejo muita sorte ^^
    http://dailyofbooks.blogspot.com.br/

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