segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Entrevista para o Diário Digital, de Portugal.



O Diário Digital é o maior canal de notícias Online de Portugal. Hoje saiu, em destaque, uma entrevista que dei para eles. Confiram:

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=844584

«Surpreendente!» marca a estreia do brasileiro Maurício Gomyde nos escaparates nacionais. Editado pela Presença, o livro cativa o leitor devido a singular história de Pedro, prestes a ficar sem visão devido a uma doença. Com mais três amigos, o jovem inicia uma viagem tendo como objetivo a realização de um filme, mas o quarteto acaba por realizar o filme mais marcante das suas vidas.

Aquando no começo da sua carreira como escritor, o também músico Maurício Gomyde foi comparado pela imprensa brasileira a Nicholas Sparks, embora hoje seja a Nick Hornby e Murakami. Sem se preocupar com rótulos, o autor oriundo do Brasil segue o seu caminho, sempre convicto de que a literatura, pelo menos a sua literatura, deve conter o poder da transformação e ser «positiva».
Nesta entrevista concedida ao Diário Digital, com sabor ao português do Brasil nas respostas, Maurício Gomyde aborda vários temas, como a importância da música nas suas obras e a importância de nós recebermos um «empurrão» para avançarmos na vida. Mas também de Pedro Abrunhosa e Margarida Rebelo Pinto.
Ainda é desconhecido em Portugal. Quem é o escritor Maurício Gomyde?
Sou um escritor egresso do mercado independente. Lancei quatro livros sozinho, com a cara e a coragem. Ou, como se diz aqui no Brasil, “no peito e na raça”... (risos). Os dois primeiros na era pré-Redes Sociais, o que demandou muito trabalho e, ao mesmo tempo, ensinou-me demais; os outros dois por grandes editoras brasileiras. O «Surpreendente!» alcançou a publicação em mais quatro países. Sinto-me realizado, mas sei que a estrada está só a começar. Digo que saí do independente, mas o independente não saiu de dentro de mim... Ou seja, procuro falar muito com os leitores, responder todos os e-mails, comentar nas redes sociais, fazer parcerias, etc. Também sou músico, toco bateria e guitarra. Tenho banda, faço shows, componho alguma coisa. E espero fazer bons amigos em Portugal e aparecer em breve por aí.
Como definiria a sua escrita?
Acho que a minha escrita é um tanto quanto positiva, ainda que o leitor possa ficar incomodado com eventuais torções na trama. Acredito muito no poder transformador da literatura, quando você vira a última página e se “pega” pensando no que leu e diz: «Nossa!». Digo isso porque é exatamente como me sinto quando um livro me toca. Tento me colocar sempre na pele do leitor e me perguntar “por que alguém leria isso? Valerá a pena gastar dias com esses personagens?”. Aposto muito em diálogos, não em longas descrições. Acho que os próprios personagens devem contar a história.
Pelo que li, foi considerado o Nicholas Sparks do Brasil. Essa comparação era disparatada? E até que ponto essa analogia foi positiva ou negativa para a sua carreira?
Quando um escritor surge para o mercado, naturalmente as pessoas buscam algum termo de comparação. Como sou um homem que escreve histórias em sua essência românticas e dramáticas, e como o Nicholas Sparks estava muito em alta no Brasil à época, acredito que tenha sido uma forma que muitos leitores e veículos de mídia encontraram para facilitar a explicitação do estilo. Se eu acho ruim? Não, de forma alguma... (risos). Sinto-me lisonjeado, o Sparks é um autor muito querido por meus leitores. Particularmente, acho que a comparação termina por aí (homens a escrever romances), porque minha escrita é mais “pop”, entendendo, aqui, a inclusão de muitos elementos de música, cinema, artes e da própria literatura. Todos os meus seis livros passeiam nesse universo, coisa que não acontece essencialmente com o Sparks. Quem tiver oportunidade de ler o «Surpreendente!» perceberá que a comparação não se sustenta.
Mas a imprensa brasileira ainda o trata assim?
Muito raramente. Com o tempo as pessoas foram captando o meu estilo de escrever e já dissociam bem. Eventualmente comparam-me ao tipo de escrita de Nick Hornby e Murakami, por exemplo, que têm essa pegada pop. Mas é cada um na sua.
Como referiu, uma das curiosidades da sua vida é ser baterista. O que isso traz para a sua carreira de escritor?
Ainda faço shows regularmente. Aliás, a minha carreira como músico é bem mais longa (lá se vão quase 30 anos – comecei cedo...). Minha mãe é pianista clássica, concertista e “correpetidora”. Cresci assistindo a ensaios na sala da minha casa. Por isso, gosto muito de música clássica, está no sangue. Minha adolescência foi nos anos 80, em Brasília, que é considerada a capital do rock brasileiro (as maiores bandas surgiram aqui, como Legião Urbana, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, Plebe Rude, etc.). Convivi com toda essa turma, fiz mais de 1.000 shows pelo Brasil. Diante de todo esse quadro, naturalmente a música entraria forte na minha literatura. Há muita referência de rock. Ah…: escrevo com música alta, não consigo escrever em silêncio.

Confira o resto da entrevista em  http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=844584


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